Óleo de Emu: Conheça todos os benefícios que a sua utilização pode trazer

Presente na cultura aborígene australiana há séculos, o Óleo de Emu vem ganhando espaço no mercado da medicina alternativa e principalmente na indústria dos cosméticos. Produzido a partir das gorduras da segunda maior ave do mundo nativa da Austrália, a Dromaius novaehollandiae, conhecida como Emu, o Óleo é obtido a partir de dois principais processos de extração, o Rendimento a Seco e o Rendimento Úmido.

Após o abate da ave sua gordura é extraída juntamente à carne. A pele e as penas também são utilizadas em outras áreas da indústria, entretanto o Óleo é o produto mais valorizado. Igualmente a obtenção de óleos vegetais, a escolha do método de extração do Óleo de Emu varia de acordo com a qualidade do Óleo que se deseja obter. A carne pode passar por um processo de sifonação, onde é homogeneizada em água quente para que a gordura se desprenda ou por uma desidratação para que libere seu óleo em altas temperaturas. Posteriormente são realizadas diversas filtragens, até que o produto esteja completamente purificado e livre de resíduos.

Apesar das pesquisas sobre esse assunto serem relativamente novas, o Óleo de Emu era amplamente utilizado com finalidades medicinais pelos povos aborígenes, os principais responsáveis pelo descobrimento das inúmeras propriedades do óleo. Rico em Ácidos graxos como o Ômega 3, o Óleo possui Ácido Oleico, Linoleico, Vitamina A e Vitamina E. Sua vasta utilização tem como princípio seu potencial antioxidante, antibacteriano e anti-inflamatório, dentre outras funções.

A aplicação tópica é a forma mais comum e difundida na utilização do Óleo. Por penetrar profundamente nas camadas superficiais da pele, diferente de outros óleos, é muito utilizado como hidratante de regiões extra-secas como cotovelos, calcanhares e joelhos. O Óleo de Emu é empregado ainda no alívio de dores musculares e nas articulações através da redução de inflamações locais. Para pessoas que sofrem com tendinites, artrite, dores relacionadas a traumas ou a realização de exercícios intensos a massagem com algumas gotas do Óleo pode aliviar consideravelmente os sintomas. Promove a melhoria da circulação sanguínea, sendo uma ótima opção de óleo de massagem, principalmente nos membros inferiores de idosos que frequentemente apresentam problemas circulatórios.

O Óleo de Emu apresenta bons resultados na psoríase, eczemas, cicatrizes, queimaduras e outras marcas na pele como espinhas e acne, por estimular a regeneração celular dos tecidos. Igualmente, ele pode reduzir os danos causados pelo sol na exposição frequente servindo como um protetor e até mesmo como repelente contra insetos. Essa função tem sido amplamente explorada no mercado de cosméticos, que já utiliza o Óleo de Emu na composição de cremes faciais para combater rugas e linhas de expressão. Uma pesquisa realizada em 2016, publicada pela Journal of Evidence-Based Complementary and Alternative Medicine mostrou como a regeneração tecidual provocada pelo Óleo de Emu pode ser expressiva. O estudo concluiu que a aplicação do óleo nos seios de mulheres no período de aleitamento, nos períodos em que o bebê não está sendo amamentado, pode reduzir a dor, o ressecamento e as rachaduras extremamente comuns nesse período.

Na medicina, suas propriedades bactericidas e fungicidas reduzem as chances de contaminação de feridas e combatem micoses de pele e de unhas, entretanto com o aumento das pesquisas relacionadas ao uso oral do Óleo, acredita-se que sua aplicação vá ainda mais além. A grande parte dos estudos são recentes, como o realizado em 2010, publicado na Revista Britânica de Nutrição, em que os pesquisadores observaram uma diminuição significativa nas inflamações do intestino delgado de ratos que receberam doses controladas de Óleo de Emu, além de uma melhoria da mucosa intestinal desses animais. No mesmo ano, um estudo da BMC Complementary and Alternative Medicine, comprovou os benefícios do Óleo de Emu combinado ao Aloe Vera no tratamento da Doença de Crohn. Juntos, esses dois compostos apresentaram resultados mais satisfatórios que o medicamento à base de sulfassalazina. Quando relacionado à redução dos níveis de colesterol LDL, os estudos são animadores. Algumas pesquisas já demonstram que a ingestão oral do Óleo de Emu tem capacidade para diminuir em até 25% os índices de “colesterol ruim”, um importante achado para o tratamento complementar das dislipidemias.

A comercialização do Óleo de Emu no Brasil é proveniente apenas de exportação, sendo assim, os valores de mercado costumam ser altos, tanto do produto em cápsulas, quando do composto líquido para aplicação tópica. Apesar de serem encontrados produtos com valores muito abaixo do mercado, é preciso ficar atento à procedência e a qualidade do Óleo.

É incomum que haja efeitos colaterais com o uso do óleo, entretanto, é necessário que seja realizado um teste de hipersensibilidade aplicando uma pequena quantidade no pulso ou na nuca e que gestantes e lactantes consultem o seu médico quanto à utilização tópica, pois nesses casos o uso oral não é recomendado.

Embora existam estudos que comprovem sua eficácia, a utilização do Óleo de Emu não substitui nenhum tipo de tratamento específico e deve ser utilizado apenas como método complementar. De modo geral, a ingestão e aplicação são consideradas seguras, apesar de serem necessários mais estudos em humanos que envolvam a farmacocinética e a farmacodinâmica do Óleo.

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Autor

Instituto Ortomolecular

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