Qual o lugar mais sujo dentro de um avião?

As tão esperadas férias chegaram e você não vê a hora de embarcar no avião que te levará até o seu destino. Mas será que o seu sistema imunológico está preparado para combater as ameaças que o interior de uma aeronave pode oferecer?

Apesar de ser um ambiente com periodicidade de limpeza maior do que o ônibus e o metrô, o avião é rico em germes, fato que pode comprometer a sua saúde e até atrapalhar os planos da viagem. Nos voos de duração média, acredita-se que a equipe realize uma limpeza completa apenas nos ambientes de maior uso coletivo como os banheiros. De modo geral, nos demais locais somente são recolhidos os detritos como nos corredores e nos assentos. A limpeza pesada, que inclui higienização de todas as superfícies, provavelmente só ocorre durante as manutenções programadas, de intervalo de 30 a 90 dias.

Embora o banheiro seja um ambiente que sempre recebe mais atenção durante a limpeza, por incrível que pareça ele não é o local que oferece maior risco para contrair germes. Uma pesquisa realizada pelo Travel Math, coletou 26 amostras de cinco aeroportos e de quatro aeronaves de voos comerciais. Após análises laboratoriais, os microbiologistas concluíram que o banheiro é um dos ambientes menos contaminados em questão. Os resultados desse estudo foram surpreendentes! Acredite se quiser, o número um em UFC/in² (unidades formadoras de colônia por polegada quadrada) foi a mesinha utilizada para servir alimentos nos assentos. Isso mesmo, aquela em que você apoia suas refeições enquanto come. A quantidade de bactérias dessa superfície foi quase oito vezes maior que o segundo colocado, o sistema de ventilação, as saídas de ar que ficam acima da cabeça (285 UFC/in²).

Um dos principais motivos pela alta concentração de patógenos nesse local é a qualidade do ar no interior dos aviões, que como já é de se esperar, é baixa. Apesar das companhias aéreas afirmarem que durante um único voo o ar é substituído cerca de 20 vezes, a exposição ao oxigênio possivelmente contaminado, caso uma pessoa próxima ao seu assento esteja doente, pode ser o suficiente para que você contraia uma gripe. A umidade do ar gira em torno de 15% a 30%, devido altitude e ao aquecimento nas turbinas, reduzindo naturalmente as funções do sistema imunológico. Além disso, o ar seco pode favorecer inflamações através da irritação do sistema respiratório, que passa a produzir uma menor quantidade de muco, dificultando a captação de impurezas.

No botão de descarga do sanitário foram encontradas 265 UF/in², um número inferior ao esperado, tendo em vista que os assentos sanitários das residências, que não são compartilhados com tantas pessoas, possuem em média 172 UFC/in². Já nas fivelas do cinto de segurança, os microbiologistas encontraram 230 UFC/in², um valor alto se comparado às fechaduras dos banheiros, onde foram identificadas 70 UFC/in².

Apesar das informações da pesquisa realizada pela Travel Math serem realmente chocantes, os especialistas revelaram que não foram encontradas amostras com a presença de coliformes fecais, bactérias presentes no intestino de mamíferos que podem causar infecções e que são utilizadas com parâmetro de contaminação fecal. Sendo assim, bons hábitos de higiene seriam o suficiente para limitar a exposição aos germes presentes dentro de um avião. Carregar na bagagem de mão lenços umedecidos antibacterianos ou uma pequena bisnaga de álcool 70% e evitar utilizar os cobertores fornecidos quando não estiverem lacrados são algumas atitudes simples que podem ser implantadas e que trarão mais segurança à sua viagem.

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Autor

Instituto Ortomolecular

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