Sulfato de Magnésio: Conheça os benefícios na utilização do Sal Amargo

Mais conhecido como Sal Amargo ou Sal de Epsom, o Sulfato de Magnésio é um composto mineral proveniente de locais rochosos, com alta incidência em fontes termais. Inicialmente, foi descoberto na cidade de Epsom, na Inglaterra, onde a milhares de anos pessoas com doenças reumáticas e articulares já se banhavam para aliviar suas dores. Com o aumento da fama das fontes de Epsom, iniciaram-se os estudos das águas termais, até que se chegou ao Sulfato de Magnésio, que foi rapidamente isolado. Posteriormente, a substância teve sua eficácia comprovada em ensaios laboratoriais e desde então passou a ser utilizada de diversas formas, principalmente como sal de banho, laxante e suplemento alimentar de reposição.

O Sulfato de Magnésio é parcialmente absorvido pela pele. Sendo assim, através da imersão corporal o mineral atua como anti-inflamatório e relaxante muscular dos tecidos, promovendo analgesia e redução dos níveis de estresse. Naturalmente, ocorre um aumento da sensação de bem estar pela liberação de Serotonina. A aplicação tópica por meio de compressas de Sal Amargo em feridas, contusões ou entorses pode trazer alívio das dores locais, reduzir o edema e a inflamação. 

No ambiente hospitalar o Sulfato de Magnésio é utilizado em nebulizações ou via intravenosa como broncodilatador em crises asmáticas ou para tratamento de crises convulsivas por eclampsia em gestantes. Em pacientes que apresentam cãibras de forma recorrente por baixos níveis de magnésio na corrente sanguínea, sua administração tende a reduzir o número e a intensidade das ocorrências. Nesses casos, a suplementação oral a longo prazo é igualmente eficaz.

Apesar de sua vasta utilização, uma das propriedades mais conhecidas do Sal Amargo é seu efeito laxante. Através da hiperosmolaridade intestinal ou aumento da sua concentração no intestino, o mineral estimula a liberação de água, tornando as fezes mais pastosas e aumentando os reflexos gastrocólicos de expulsão. Dessa forma, a ingestão de Sulfato de Magnésio alivia a constipação aguda.

Juntamente às fezes, são eliminadas as toxinas do organismo, que podem prejudicar a absorção de nutrientes e ainda reduzir a microbiota intestinal. Por meio da regulação desse importante órgão, o Sal Amargo pode ainda favorecer o aumento da imunidade, tornando a resposta a agentes invasores mais eficaz.

Por ser uma substância essencial no nosso organismo sua suplementação vem sendo empregada com frequência, principalmente por pessoas que buscam o alívio de sintomas neurológicos relacionados à depressão, enxaqueca ou epilepsia e por atletas que visam uma recuperação muscular acelerada. Nesse caso, a reposição do Sulfato de Magnésio evita os efeitos dos radicais livres e colabora na produção celular de energia. O mineral pode ainda prevenir o surgimento de doenças relacionadas à resistência insulínica, reduzir os quadros de insônia e evitar a trombose. A vasodilatação promove maior elasticidade nessas estruturas e acarreta a melhoria da circulação sanguínea, prevenindo a formação de coágulos.

Embora apresente diversas finalidades, a ingestão do Sulfato de Magnésio visando o emagrecimento já se mostrou ineficaz. A redução de peso ao utilizar essa substância está relacionada ao aumento da frequência de evacuação e da liberação de uma grande quantidade de água. 

A administração do Sal Amargo deve ser feita com cautela. Em adultos, são recomendadas doses de 5 a 30g diárias, dependendo do objetivo, enquanto para crianças deve ser levado em consideração o peso corporal, calculando de 0,1g a 0,2g por quilo. O mineral deve ser dissolvido em água e ingerido em jejum, logo pela manhã. A utilização deve seguir as recomendações médicas, não ultrapassando duas semanas de uso para evitar efeitos colaterais como diarreia crônica e desequilíbrio eletrolítico.

O Sulfato de Magnésio é contraindicado para pessoas com hipersensibilidade à substância. Pacientes renais crônicos não devem ingerir devido à sua excreção renal reduzida, proporcionando aumento indesejado da concentração sanguínea. Pessoas que tenham doenças inflamatórias intestinais como Crohn, colite ulcerativa, obstrução crônica ou crianças com doenças parasitárias não devem fazer uso do mineral devido às possíveis lesões na parede intestinal pré-existentes, que podem favorecer a reabsorção da substância.

As interações medicamentosas mais comuns estão relacionadas a antibióticos como tetraciclina e tobramicina, que podem ter seus efeitos reduzidos. Caso seja feito o uso de barbitúricos ou outros medicamentos para controle da ansiedade, a administração de Sulfato de Magnésio necessita de supervisão médica, pois a depressão do Sistema Nervoso Central (SNC) é intensificada.

A superdosagem pode causar desde sintomas brandos como desidratação, hipotensão e transpiração excessiva a redução dos reflexos motores e parada respiratória, por isso é muito importante que antes de iniciar a suplementação seja realizada uma consulta médica seguida da solicitação da dosagem sanguínea do Magnésio.

De modo geral, em casos específicos como o de pacientes que apresentam escassez acentuada na ingestão da substância por meio da alimentação ou de atletas de alto rendimento que utilizam o Sulfato de Magnésio como recurso para o aumento da performance, a suplementação do mineral apresenta-se segura e eficiente. Para melhor aproveitamento dos benefícios do Sal Amargo, é recomendado que haja orientação médica.

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Autor

Instituto Ortomolecular

2 pensamentos “Sulfato de Magnésio: Conheça os benefícios na utilização do Sal Amargo

  1. Sylvia Santos em 24/07/2019 as 19:53 Responder

    Quem tem gastrite pode tomar o sal amargo?

    1. Instituto Ortomolecular em 07/08/2019 as 08:51 Responder

      Olá Sylvia, grato pelo seu comentário! Quem deseja utilizar o Sal Amargo precisa fazê-lo com cuidado e sempre prestar atenção à reação do corpo. Pessoas com problemas gástricos podem ser indicadas a tomar uma dosagem menor ou até evitar seu uso. Tudo depende da gravidade e natureza da disfunção gástrica, então o ideal antes de iniciar qualquer procedimento é consultar seu médico de confiança, ele conseguirá ponderar todas essas variáveis individuais. Abraços.

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